http://imageshack.us/photo/my-images/195/ikariamgama.png/

quarta-feira, 9 de março de 2011

Como surgiu o Carnaval

     O Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no Cristianismo da Idade Média.  Este período era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" tendo origem ao nome Carnaval.  Neste período do Carnaval existia uma grande concentração de festejos populares.  O famoso Carnaval moderno com uso de fantasias e desfiles tem origem ao período da era vitoriana no século XIX, sendo a cidade de Paris a principal responsável pelo modelo exportador da festa do Carnaval para o mundo.  O Carnaval do Rio de Janeiro encontra-se relatado no Guinness Book como o maior Carnaval do mundo.  Sendo que em 1995 o Guinness Book declarou o famoso bloco de Recife O Galo da Madrugada como o maior bloco carnavalesco do mundo.

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação no século XI da Semana Santa pela Igreja Católica, antecedida por quarenta dias e jejum, a Quaresma.


Carta aberta de Eliane Sinhasique para Renato Aragão o Didi

Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi.


> Dou nota DEZ para essa mulher. Parabéns!

> Quinta, 23 de maio de 2009.

>

> Querido Didi,

>

> Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para

> enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de

> muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar

> de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu Nome para colar nas

> correspondências)…

> Achei que as cartas não deveriam sem endereçadas a mim. Agora,

> novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido as suas

> solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de

> parar tudo e te escrever uma resposta.

> Não foi por ‘algum’ motivo que não fiz a doação em dinheiro solicitada

> por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua

> campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas

> sobre esses motivos). Você diz, em sua última Carta, que enquanto eu a

> estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se

> desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação.

> Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu

> conheço muito bem. Esse tipo de texto apelativo pode funcionar com

> muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação, não

> ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o

> filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já

> venho fazendo desde os 11 anos quando comecei a trabalhar na roça para

> ajudar meus pais no sustento da minha família. Trabalhei muito e, te

> garanto, trabalho não Mata ninguém. Muito pelo contrário, faz bem!

> Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e

> muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro

> empresária.

> Didi, talvez você não tenha noção do quanto o Governo Federal tira do

> nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais

> que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos! Sem falar

> dos Impostos embutidos em cada alimento, em cada produto ou serviço

> que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família.

> Eu já pago pela educação duas vezes: pago pela educação na escola

> pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente,

> porque a escola pública não atende com o ensino de qualidade que,

> acredito, meus dois filhos merecem. Não acho louvável recorrer à

> sociedade para resolver um problema que nem deveria existir pelo

> volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros

> problemas sociais.

> O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores, dessa

> dinheirama toda, não têm a educação como prioridade. Pois a educação

> tira a subserviência e esse fato, por si só não interessa aos

> políticos no poder. Por isso, o dinheiro está saindo pelo ralo, estão

> jogando fora, ou aplicando muito mal. Para você ter uma idéia, na

> minha cidade, cada alimentação de um presidiário custa para os cofres

> públicos R$ 3,82 (três reais e oitenta e dois centavos) enquanto que a

> merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte

> centavos)! O governo precisa rever suas prioridades, você não

> concorda? Você pode ajudar a mudar isso! Não acha?

> Você diz em sua Carta que não dá para aceitar que um brasileiro se

> torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma

> conta de matemática. Concordo com você. É por isso que sua Carta não

> deveria ser endereçada à minha pessoa. Deveria se endereçada ao

> Presidente da República. Ele é ‘o cara’. Ele tem a chave do Cofre e a

> vontade política para aplicar os recursos. Eu e mais milhares de

> pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ele faça o que for

> necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem

> nenhum tipo de distinção ou discriminação. Mas, infelizmente, não é o

> que acontece…

> No último parágrafo da sua Carta, mais uma vez, você joga a

> responsabilidade para cima de mim dizendo que as crianças precisam da

> ‘minha’ doação, que a ‘minha’ doação faz toda a diferença… Lamento

> discordar de você Didi. Com o valor da doação mínima, de R$ 15,00, eu

> posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um

> mês ou posso comprar pão para o café da manhã por 10 dias..

> Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas R$

> 15,00 eu não vou doar. Minha doação mensal já é muito grande. Se você

> não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho. Isso

> significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e

> posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito

> melhor aplicada na qualidade de vida da minha família.

> Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer não para

> quase tudo que meus filhos querem ou precisam? Meu filho de 12 anos

> quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais

> para nosso padrão de vida. Você acha isso justo? Acredito que não.

> Você é um homem de bom senso e saberá entender os meus motivos para

> não colaborar com sua campanha pela educação brasileira.

> Outra coisa Didi, mande uma Carta para o Presidente pedindo para ele

> selecionar melhor os ministros e professores das escolas públicas. Só

> escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino.

> Melhorar os salários, desses profissionais, também funciona para que

> eles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da

> educação. Peça para ele, também, fazer escolas de horário integral,

> escolas em que as crianças possam além de ler, escrever e fazer contas

> possa desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades

> profissionais. Dinheiro para isso tem sim! Diga para ele priorizar a

> educação e utilizar melhor os recursos.

> Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador

> Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo

> assinando…

>

> Eliane Sinhasique – Mantenedora Principal dos Dois Filhos

> que Pari.

>

> P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei

> obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir..

> P.S.2: Aos otários que doaram para o criança esperança. Fiquem sabendo,

> as organizações Globo entregam todo o dinheiro arrecadado à UNICEF e

> recebem um recibo do valor para dedução do seu imposto de renda. Para

> vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu

> imposto de renda, porque é ela quem o faz.

> P.S.3: E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS?

> MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS?

> BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas), DIVULGUEM ESSA REVOLTA…

> isto deveria chegar em Brasilia…